| Tribunal de Confissões |
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Confissões de uma acusada. |
Sexta-feira, Junho 19, 2009
Domingo, Janeiro 04, 2009
Sexta-feira, Outubro 24, 2008
Quarta-feira, Outubro 22, 2008
![]() Difícil... Confessado às 12:39 AM pela acusada Comments: Sábado, Abril 07, 2007
![]() Trauma. Pode diagnosticar alguém com ar de sabido e mania de pseudo-terapeuta. Mas eu vou teimar em ser um caso sui generis. Defendo que dissequei o amor morto, abri suas entranhas podres e examinei cada detalhe a sangue-frio. Assim, como um analista a descobrir a causa do óbito e soltar o diagnóstico: não era amor. O amor não existe! ... Mas eu ainda espero que apareça alguém para me provar de uma vez por todas que estou errada. Espero que apareça o cara que vai olhar pra mim e fazer o mundo parar e rodar infinitamente mais devagar. O cara que vai trazer em sua íris o reflexo da minha alma, vai pôr em cheque os meus medos, me encostar na parede e apontar o dedo dizendo: você é uma covarde! O cara que vai me fazer certificar que todas as baboseiras que falam sobre o amor são realmente verdadeiras. O cara que vai ter todos os defeitos que mais abomino e mesmo assim, fazer com que eu não consiga parar de pensar nele. O cara que vai me fazer perceber em alguns momentos que o meu maior ódio se confunde com o amor maior que eu poderei sentir. Ele vai ser mau-humorado ao acordar. Vai ser irritante. Vai me perturbar quando eu estiver de tpm e ainda vai ficar fazendo piadinhas sem-graça quando eu declarar minha dieta de segunda-feira pela quarta vez no mês. Ele vai esquecer que combinou o jantar comigo na comemoração do nosso primeiro mês de namoro. Vai esquecer de puxar a cadeira no restaurante, e não vai notar que eu repiquei as pontas do meu cabelo. Vai brigar comigo. Dizer que não me agüenta mais. Que odeia minha mania de ser aparentemente tolerante, mas infinitamente rancorosa. E vai me fazer gritar e brigar de verdade pela primeira vez na minha vida. Vai conseguir me tirar do eixo, perder meu controle e mandar ele se foder. Aí ele vai rir da minha cara. Eu vou embora aos nervos jurando que nunca mais o verei em sã consciência. E cumprirei minha promessa, porque não há consciência sã em casos de amor. E ele não vai ligar no dia seguinte, embora eu fique em casa atenta ao menor sinal do telefone. Mas depois ele vai ligar com uma desculpa qualquer de que esqueceu a carteira na estante da sala e precisa passar em casa pra buscar. A gente vai se reconciliar assistindo Shrek na Sessão da Tarde e depois vamos rir e nos sentir as pessoas mais felizes e bizarras do universo brincando de luta no tapete da sala, depois de uma competição de quem cuspia a mais longa distância. ... Mas eu não acredito no amor, e nem quero estar apaixonada outra vez. Assim, espero na cela da minha prisão racional, não por um príncipe de cavalo branco, mas por alguma sentença de guilhotina com um carrasco que me faça perder a cabeça. Literalmente. Confessado às 3:21 AM pela acusada Comments:
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